terça-feira, 30 de março de 2010


Clima fica tenso após plenária que aprovou proposta do governador a professores grevistas

Terça-Feira , 30 de Março de 2010 - 17:51

No momento em que os deputados deram inicio á sessão, os funcionários ficaram todos de pé e emocionados cantaram o hino de Rondônia. Esse fato parece não ter comovido os deputados que votaram a favor da proposta que levou vários funcionários ao desespero, chegando a gritar palavras de ódio contra os parlamentares presentes.

Ofensas como “traidor” e outras de baixo calão foram proferidas aos gritos dentro do plenário da assembléia, no mesmo momento em que vários grevistas começaram a chorar.

Após a votação os funcionários reuniram-se em frente a Assembléia Legislativa e passaram a definir novos rumos para a greve, que

de acordo com os sindicalista continua até que uma proposta satisfatória pela classe seja oferecida.

No ultimo dia 18 de março, a secretaria de educação Marli Cahula disse em entrevista ao RONDONIAOVIVO que o governo não possuiu caixa para oferecer uma proposta acima da que foi aprovada nessa tarde.

Policiamento

Outro ponto que foi bastante questionado pelos grevistas presentes dentro da assembléia, foi o forte policiamento presente no local, que transformou o acesso difícil inclusive aos profissionais da imprensa que tentavam a todo custo participar da sessão legislativa.

A Polícia Militar acompanhou de perto toda a movimentação dos policiais, desde a entrada da assembléia até os corredores interno do local.

http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=61359

realidade sureal



O eleitor, rondoniense, amigo me dê sua atenção, reflita com o coração a dor dos professores de seus filhos que tem no coração uma meta: preparar-los para o futuro.

A união faz a força, diz um antigo ditado, se os pais estivesse ao nosso lado nesta luta cruenta nos apoiado com fé. O resultado de hoje seria outro.

Se chamaria vitória. Os traidores do povo em seu covil, hoje não teria votado contra a educação. Na mais profunda traição, provaram que o legislativo é composto por fantoches a serviço do enganador do povo.

Ivo Cassol, sim, é o nome dele, o animador de fantoches neste circus de horrores chamado de Assembléia, a pseuda casa do povo. Onde nesta tarde devoram a esperança do povo. Como fatoches antropomofos que ganham vidas através da animação de um bisaro mestre macabro que alimenta seus pequenos monstros com a carne, o sangue e as lagrimas do povo.

Sim, do povo porque professor é povo que traz no peito a dor de tantas derotas e poucas vitórias mas não esmorece mesmo diante dos duros golpes continuam lutando por dignidade e respeito.

CORDEL

O professor sempre está errado

Dizem que o professor
Sempre, sempre está errado
Quando ele é muito jovem
É bastante criticado
Falta-lhe a experiência
Por muitos é desprezado.

Quando ele está velho
Já ficou ultrapassado
Quando não tem automóvel
É chamado de coitado
Quando tem, “barriga cheia”
Pelos outros é tachado.

Se ele fala em voz alta
É porque vive gritando
Se fala em tom normal
Ninguém tá o escutando
E essa bela profissão
Se transforma em desengano.

Se não falta ao colégio
De “Caxias” é chamado
Quando precisa faltar
De “turista” é nomeado
Na vida, o professor
Sempre é observado.

Quando ele está conversando
Com os outros professores
Está “malhando” o aluno
É um dos seus traidores
Não conversa, é desligado
Orgulhoso, sem valores.

Se ele dá muita matéria
Não tem dó do estudante
Quando dá pouca matéria
Não prepara, é um farsante
E a vida do professor
Fica bastante estressante.

Quando brinca com a turma
É metido a engraçado
Se não brinca é ruim
É cara-de-pau, é chato
Por isso, o professor
Sempre, sempre, está errado.

Se ele chama à atenção
É ignorante ou grosso
Não chama à atenção
Não se impõe, tem medo, é frouxo
E a vida do professor
Torna-se um grande alvoroço.

Se faz uma prova longa
Não dá tempo responder
Se a prova é muito curta
Tira as chances de aprender
E a cabeça do educando
Ninguém consegue entender.

Quando ele escreve muito
A matéria não explica
Se explica muito, o aluno
Não escreve, não pratica
O caderno não tem nada
Alguém logo o critica.

Falando corretamente
Ninguém lhe entende nada
Fala a língua do aluno
Sua fala é rejeitada
Pois não tem vocabulário
Sua aula é desprezada.

Quando faz um elogio
Está sendo debochado
Se não elogia é rude
Descortês ou desastrado
Quando exige é birrento
Teimoso, mal-humorado.

Para o pai do seu aluno
Quando o filho é aprovado
É gênio, é competente
Seu valor é declamado
Mas se não passar de ano
O professor é culpado.

O aluno é reprovado
Foi uma perseguição
O aluno é aprovado
“Deu mole” é um bobão
E assim o professor
Segue a sua profissão.

Desse jeito o professor
Está sempre, sempre errado
Mas se você conseguiu
Lê o que aqui foi contado
Agradeça a seu mestre
Ele deve ser honrado.

Ser professor é paixão
Amor e dedicação
É ser do aluno um pai
Um amigo, um irmão
Se você é professor
Parabéns, pela missão.


de Carlos Soares da Silva
Cupira - PE - por correio eletrônico

terça-feira, 23 de março de 2010

REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE RONDÔNIA

http://www.sinsempro.com.br/site/legislacao/arquivos/lei_complementar68.pdf http://64.233.163.132/search?q=cache:7AbrFJ1yHu0J:www.sinsempro.com.br/site/legislacao/arquivos/lei_complementar68.pdf+O+Estatuto+dos+Sevidores+Públicos+Civis+do+Estado+de+Rondônia&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Greve


Noticia [23/03/10]

SENADORA FÁTIMA CLEIDE EMITE NOTA OFICIAL SOBRE A GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO

Nota sobre a greve

Em greve há 13 dias, os trabalhadores em educação de Rondônia estão dispostos a continuar de braços cruzados, sem que o governo do Estado demonstre gesto na direção de dialogar e resolver o fim do impasse que prejudica, sem dúvida, a comunidade estudantil de Rondônia.

É lamentável a greve, mas é recurso legítimo para reivindicar melhorias para uma categoria profissional, e os trabalhadores da educação não encontraram outra alternativa diante da intransigência do governo, que nega o diálogo e respeito às necessidades da categoria.

Os trabalhadores em educação têm a minha solidariedade. É um momento difícil, e a greve é a expressão do cansaço da relação desgastada com o patrão que omite evidências de possibilidade de acordo, como o fato de que a crescente arrecadação do Estado sustenta atendimento justo a um setor tão importante quanto a educação.

Apelo às autoridades do governo do meu Estado para que se sensibilizem e abram a porta da negociação, de forma franca e transparente, para que pais e alunos possam retomar a normalidade da vida escolar e os trabalhadores em educação tenham nova perspectiva em sua atuação profissional.

Brasília, 23 de março de 2010

Senadora Fátima Cleide

http://www.sintero.org.br/web/noticia.php?idText=1043

sábado, 20 de março de 2010

Professores seguirão na miséria


Uma das constatações mais tristes que faço na vida é que as minhas professoras e meus professores passaram à vida inteira com um salário que não justificavam a rica contribuição que deram ao meu currículo(todos eles da rede pública Estadual), e hoje aposentados continuam num estado de penúria. Mesmo diante desta conjuntura nefasta, me apaixonei pela educação e procurei seguir os passos destes abnegados sofredores. Porém, nunca defendi que ser professor fosse um sacerdócio, um apostolado porque sempre tive a convicção que ser um professor é ser um profissional que deve ser respeitado e valorizando e acima de tudo bem remunerado. Diante de tal constatação eu deveria ter procurado seguir outra profissão, talvez quem ler este desabafo pense que é irracional seguirmos num caminho mesmo sabendo que iremos sofre e tendo outras opções a serem seguidas. Tudo bem, se fosse hoje. Teríamos outras opções. Mas nos idos anos oitenta não havia muitas opções para um jovem pobre filho de camponeses refugiados na cidade grande a não ser, ser professor. Além do quê éramos uma geração utópica filha de uma geração revolucionaria, acreditávamos em mudanças conjunturais e estruturais capazes de produzires um país melhor não só para os educadores mas para todos os trabalhadores brasileiros. É muito triste! Constata que como os nossos pais continuaremos nos cortando em nossos cacos de sonhos, como nos lembrou sabiamente Alfredo Sirkis em seu livro os carbonários. Quarta-feira, 17 deste mês o meu Caríssimo amigo Professor Nazareno postou em seu blog Prof. Nazareno (Redação e Gramática) um artigo com o seguinte título “A corda sempre arrebenta do lado mais fraco!”, gostaria de falar que ele escreveu inverdades. Mas não posso, há verdade em suas palavras. E por isso, o endosso quando diz neste artigo que a culpa do estado de penúria dos professores não é apenas do nosso atual algoz, existiram outros antes deste e virão outros por aí. A culpa está em nossa falta de articulação, união, no nosso baixo grau de politização, falta de consciência de classe, em nossos comodismo, medos e covardia... Que já é algo notório, histórico e cultural. É em hora como esta que lembro o grande poeta português Fernando Pessoa: "Viver não é preciso, navegar é preciso", é preciso navegar nos mares da história, mas para isso se faz necessário se arriscar, está vivo sobre a carapaça da covardia não é tudo. Nós professores nos tornamos profissionais confusos em relação aquilo que realmente devemos objetivar em quanto profissionais e membro de uma classe social, somos massa de manobra nas mãos de governos, sindicatos e partidos. E o Governo do Estado Rondônia sabe disso. E este consciente que estamos em suas mãos como uma noz presa em um alicate de pressão, ele vem nos aperdando ao longo destes quase oito anos, e mesmo assim muitos se mantém resignados, por vários motivos superiores a nossa vontade que não convém comentar-los agora. Porém o nosso sindicato SINTERO sabedor disto, continua insistindo em ações não planejadas e pouco inteligentes. Diante do estado de penúria que se encontra os profissionais de educação do Estado de Rondônia, e o SINTERO já deveria ter criando um fundo de greve para dar suporte ao movimento grevista. Já mais direi que o meu sinticato está sem credibilidade porque é isso que o Sr. Ivo Cassol quer, mas adireção execultiva desta e de outra diretoria vem dando motivo para pensamos que somos massa de manobra e só prestamos para elegermos pseudo-companheiros. Mas até mesmos o nosso sindicato só chegou a esta realidade devido o nosso comodismo e a nossa covardia. Por isso, acredito que não podemos criticar-lo. Se não participamos, e se não fazemos nada para mudar-lo. Se continuarmos assim seguiremos até o fim de nossos dias na miséria.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Trabalhadores em educação em greve fazem manifestação em frente à Seduc



Escrito por AI - SINTERO/RO Qui, 11 de Março de 2010 16:19


EDUCAÇÃO: O prédio onde funciona a Secretaria de Estado da Educação, no centro de Porto Velho, foi o alvo das manifestações no primeiro dia de greve dos trabalhadores em educação de Rondônia.
A greve foi aprovada em assembleia geral estadual, realizada no dia 08 de março na sede do Sintero, em Porto Velho, e nas sedes das Regionais, no interior.
Na Capital a paralisação atingiu quase todas as escolas. Algumas paralisaram totalmente as atividades, como as escolas Carmela Dutra, Branca de Neve, São Sebastião, Nações Unidas, Rio Branco, John Kennedy, Murilo Braga, Vicente Salazar e 4 de Janeiro; enquanto outras funcionam precariamente apenas com alguns professores emergenciais.
A direção do Sintero ainda está fazendo um levantamento para ter um panorama da greve em todo o Estado.
Os profissionais da educação do Estado cobram o atendimento das reivindicações contidas em uma pauta entregue ao governo ainda em dezembro de 2010.
Entre outros itens, a categoria reivindica reposição de perdas salariais, aumento do valor do auxílio saúde, retorno do auxílio saúde aos servidores aposentados, a implantação de um plano estadual de educação, o cumprimento da Lei do Plano de Carreira, e ticket alimentação.
Os trabalhadores em educação do Estado de Rondônia estão com perdas salariais acumuladas em mais de 40%. Só na gestão do governador Ivo Cassol, iniciada em janeiro de 2003, as perdas acumuladas chegam a 25%.
O governo ofereceu 4,5% de aumento salarial, proposta que foi rejeitada pela unanimidade da categoria em assembleia.
Manifestação
Neste primeiro dia de greve os trabalhadores em educação da Capital se reuniram na sede do Sintero, de onde saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade.
Após percorrer o centro comercial de Porto Velho, a manifestação se concentrou em frente o prédio da Seduc.
Com faixas, cartazes, apitos e um caminhão de som, os grevistas buscaram chamar à atenção da sociedade e da secretária Marli Caúla para o caos em que se encontra a educação no Estado de Rondônia.
Segundo a diretoria do Sintero, as manifestações serão intensificadas nos próximos dias, com a chegada de caravanas do interior.
PRIMEIRO DIA DE GREVE:O primeiro dia de greve dos trabalhadores em educação de Rondônia foi um sucesso, pois atingiu todo o Estado. A avaliação é da direção do Sintero, que na tarde desta quinta-feira divulgou o primeiro balanço da paralisação.
Segundo a presidente do Sintero, Claudir Mata, houve paralisação nas escolas estaduais em todos os municípios. Em alguns a paralisação foi total, enquanto que em outros a greve foi parcial.
Além da manifestação realizada em frente à Seduc, em Porto Velho, houve atos públicos em várias regionais, no interior.
O Sintero informou que a paralisação será reforçada nesta sexta-feira com a ampliação das visitas às escolas, e na próxima semana, com a formação de caravanas do interior para as manifestações em Porto Velho.
Os trabalhadores em educação reivindicam reposição de perdas salariais, aumento do valor do auxílio saúde, retorno do auxílio saúde aos aposentados, elaboração e implantação de um Plano Estadual de Educação e cumprimento da Lei do Plano de Carreira da Educação.
Veja como foi a paralisação em todo o Estado nesta quinta-feira:
Regional Norte (Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã D'Oeste): 60% parado. Manifestação pelas ruas e assembléia na SEDUC
Regional Mamoré (Guajará-Mirim e Nova Mamoré): Concentração no Sintero e assembléia a tarde
Regional Estanho(Ariquemes, Alto Paraíso, Rio Crespo, Campo Novo de Rondônia Monte Negro,Cacaulândia, Machadinho D´oeste, Buritis, Cujubim): Assembléia e manifestação até a SEDUC
Regional Centro I (Jaru, Theobroma, Gov. Jorge Teixeira e Vale do Anari): Concentração e assembléia no Sintero – 70% parado
Regional Centro II (Ouro Preto, Vale do Paraíso, Urupá, Mirante da Serra, Teixeirópolis): Concentração e assembléia no Sintero - 85% parado (Urupá 100% parado)
Regional Rio Machado (Ji-Paraná.): Manifestação até a SEDUC – 50% parado
Regional Guaporé (Presidente Médici, Costa Marques, São Miguel, Seringueiras, Alvorada D´oeste, São Francisco do Guaporé): Concentração e assembléia no Sintero – 50% parado
Regional Café (Cacoal, Ministro Andreazza): Concentração no Sintero - 85% Parado
Regional Apidia (Pimenta Bueno, Espigão D´oeste, Parecis, Primavera de Rondônia, São Felipe): Concentração e assembléia no Sintero – 60% parado
Regional da Mata (Rolim de Moura, Santa Luzia D´oeste, Alta Floresta D´oeste, Nova Brasilândia D´oeste, Novo Horizonte, Castanheiras, Alto Alegre dos Parecis): Concentração e assembléia no Sintero de Rolim de Moura e manifestação – 95% parado (Alta Floresta, Alto Alegre, Santa Luzia e Nova Brasilandia estão parados)
Regional Cone Sul (Vilhena, Colorado D´oeste, Cerejeiras, Cabixi, Corumbiara, Chupinguaia, Pimenteiras): Concentração e assembléia em praça pública – 80% parado (Colorado e Cerejeiras estão parados)
Todas as regionais formaram comando de greve e estão visitando escolas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Greve na educação em Rondônia




[08/03/10]
Trabalhadores em educação decidem entrar em greve em todo o Estado a partir de quinta-feira, dia 11/03

Reunidos em assembléias em todas as Regionais do Sintero os trabalhadores em educação do Estado decidiram paralisar as atividades a partir de quinta-feira, dia 11 de março.
A paralisação é um protesto da categoria contra o descaso e a falta de respeito do governo do Estado para com a educação, e também reflete a revolta de professores e técnicos pelo arrocho salarial imposto pela administração estadual aos servidores públicos.
Durante a assembléia a secretária de Estado da Educação, Marli Caúla, enviou ao Sintero uma proposta que consiste em aumento salarial linear de 4% para todos os servidores públicos, e uma gratificação de R$ 200,00 para os professores. A proposta foi imediatamente rejeitada pelos trabalhadores em educação.
Desde o início do primeiro mandato de Ivo Cassol, em janeiro de 2003, até fevereiro de 2010, a inflação medida pelo INPC do IBGE foi de 49,84%. Neste mesmo período houve apenas três reajustes: de 10% em abril de 2004, 5% em abril de 2006 e 4% em duas parcelas em fevereiro e maio de 2008.
Com isso os servidores acumulam perda inflacionária de 24,74%, apenas no mandato de Cassol. Em 2003 um professor ganhava 7 salários mínimos, mas hoje ganha 3 mínimos devido ao achatamento salarial. Da mesma forma, as merendeiras, as zeladoras e os demais técnicos ganhavam 3 salários mínimos, e hoje ganham um salário mínimo.
Em Porto Velho a categoria se reuniu em assembléia na sede do Sintero, de onde saiu em passeata pelas ruas do centro da cidade. Após um ato público na Avenida 7 de Setembro, principal centro comercial da Capital, os trabalhadores em educação se dirigiram ao Palácio do Governo, onde manifestaram todo o repúdio à intransigência do governo.
Assembléias e manifestações também aconteceram nas sedes de todas as Regionais do Sintero, em Guajará-Mirim, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto D’Oeste,m Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Rolim de Moura, Pimenta Bueno e Vilhena.